3.3.10

"Sine Cera"

A palavra sincera e seus derivados tem uma curiosa origem. Na Roma antiga, tempo de images grandes obras de arte, os escultores, para encobrir defeitos em suas obras de mármore, cobriam as falhas com cera. No entanto, muitas vezes a cera derretia e o defeito aparecia. Por esse motivo, os artistas que desejavam mostrar o valor de suas obras indicavam-nas como sendo "sine cera", sem cera, o que garantia o talento do autor e o valor da obra.
Boa figura para ilustrar nosso relacionamento com Deus! Ao nos aproximarmos de Deus precisamos ser "sine cera", sem qualquer dissimulação ou reparo artificial. O Senhor é fogo consumidor e, mais cedo ou mais tarde, tudo o que em nós é falso será por Ele destruido. Precisamos ser sinceros com Deus, abrindo-Lhe nosso coração, sendo, diante Dele, quem realmente somos. Dessa maneira Deus terá caminho em nós e poderá transformar-nos, passo a passo, em cristãos sinceros, com testemunho irrepreensivel diante de Deus e dos homens.


(do livro "Em Tudo Uma Lição - Base da Vitória")

17.12.09

Firme Fundamento - Irmão Jeremias

O Senhor nos escolheu...

vasooleiro Deus prometeu um filho a Abraão, porém Abraão não esperou em Deus por seu filho; ele se uniu a uma concubina e gerou dela um filho - Ismael. Depois que ele gerou Ismael, houve um periodo de treze anos no qual Deus não falou com ele (Gn 16:16;17:1). Embora tivesse gerado um filho, ele perdeu treze anos. Essa é a experiência de muitos cristãos. Sempre que agimos de acordo com a carne, Deus nos coloca de lado e nos permite comer o fruto de nossa carne. Aos olhos de Deus tal periodo é uma perda total.
Depois que Abraão gerou Ismael, durante o longo periodo de treze anos, não houve paz na sua familia. Contudo, a Biblia não nos mostra que Abraão tenha tido qualquer arrependimento. Pelo contrario, ele valorizava muito Ismael. Podemos ver isso em suas palavras ao Senhor: "Oxalá viva Ismael diante de Ti" (17-18). Embora o capítulo 15 nos diga que ele creu, parece que não houve muita busca da parte dele. Dia após dia ele ainda tinha satisfação em Ismael. De acordo com nosso conceito, se um homem tem andado de acordo com a carne por treze anos e ainda não sente culpa, não deve haver muita esperança para ele. Mas devemos lembrar-nos de que Abraão foi chamado por Deus. Deus tinha um propósito em Abraão, o qual Ele deveria cumprir; Deus não poderia desistir dele. Embora Abraão tenha retrocedido por treze anos e embora Deus não tenha falado com ele por todo esse tempo, Ele estava trabalhando todo o tempo. Deus não desiste daqueles que Ele escolheu. Se quer ganhar uma pessoa, tal pessoa não pode escapar de Sua mão. Apesar de Abraão ter fracassado, Deus ainda veio e procurou por ele. Temos de perceber que nenhuma busca carnal, esforço, aflição ou inquietação nos levará adiante. Devemos aprender a nos entregar nas mãos do Todo-Poderoso. Ele nos conduzirá como achar conveniente.
(extraído do livro "O Deus de Abraão, Isaque e Jacó" –Watchman Nee - Editora Árvore da Vida)
- Ele que nos escolheu e nos separou no ventre de nossa mãe, no Seu tempo nos chamou e a Palavra diz que nunca nos abandonará. Amém! Aba, Pai!

11.3.09

::Lançamento:: CD - Ó Deus abençoe a África


“Ó Deus Abençoe a África” traz o ouvinte para o interior do Continente Africano, e para dentro do coração dos seus crentes, que amam a Cristo e esperam pela volta do Senhor Jesus.

Com melodias simples, ritmos marcantes e letras que expressam a pureza dos que conheceram a salvação de Deus, os hinos e cânticos deste CD viajam por diferentes países e dialetos africanos, para mesclar-se com a língua portuguesa e assim alcançar os lares cristãos brasileiros, compartilhando da bênção do Espírito e da vida que tem recebido, bem como convocando os filhos de Deus a cooperarem com a propagação do evangelho do reino naquele Continente.

3.3.09

Extrato das Mensagens da Conferência Internacional

Separados Para o Evangelho de Deus

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4.2.09

Partituras das Músicas Novas -Conf Jovens Jan/09


Disponibilizamos aos irmãos as partituras dos hinos que foram ensinados na Conferência de Jovens Jan/09.

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2.2.09

::Aos Pais:: Criai os filhos na disciplina e na admoestação do Senhor (Efesios 6;4)


"Então, Adonias, filho de Hagite, se exaltou e disse: Eu reinarei. Providenciou carros, e cavaleiros, e cinquenta homens que corressem adiante dele. Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim?" (1Reis 1:5,6)

Com quem está o trono ?

Davi foi um personagem do Antigo Testamento com um problema muito moderno. Ele se omitiu, em momentos decisivos, de estabelecer limites para os filhos, como podemos conferir nos livros de 1º e 2º Samuel e, mais especificamente, nos versículos acima, em que Adonias, o quarto filho de Davi com Hagite (2Samuel 3:2-4), quis usurpar o trono.
Como Davi, os pais, às vezes, querem evitar envolvimento em situações em que a confrontação é inevitável. Será que existe alguma coisa, em relação a nossos filhos, que permitimos que continue ocorrendo, mesmo cientes de que é errada? Será que vamos continuar hesitando em nossas decisões mesmo que isso comprometa o futuro deles e o nosso?
De acordo com a narrativa bíblica, a família de Davi foi muito afetada devido ao seu comportamento negligente como pai. Esse episódio em que Adonias, seu próprio filho, tenta usurpar o trono, nos alerta para o perigo de não estabelecermos limites para nossos filhos. Se falharmos na questão de fixar regras, ordens e diretrizes básicas para o lar, espontaneamente os filhos cuidarão de estabelecer seu reinado e, com ele, sua própria constituição, isto é, suas próprias leis. Os filhos precisam saber que em casa já há um rei, e a melhor maneira de descobrirem isso é por meio de os pais instituirem o governo dentro do lar. Os filhos, desde o berço, fazem incansáveis tentativas para sobressairem-se em relação aos pais. Se os pais não apresentarem logo um decálogo aos filhos, serão estes que apresentarão seu decálogo, isto é, suas normas aos pais.
A Bíblia faz questão de apontar a negligencia de Davi, como pai, quando disse: "Jamais seu pai o contrariou". Se derem liberdade incondicional aos filhos para fazer e escolher as coisas, os pais estarão deixando de reinar em casa e por causa disso sentirão, ao final, o gosto amargo de encontrar o pequeno Adonias, seu filho, sentado no trono, liderando infantil e irresponsavelmente sua própria vida. Se não houver, para os filhos, uma estrada com placas que indiquem o que podem e o que não podem fazer, o fim será o precipício. Que amigos os filhos podem ter, que roupa vestir, que alimento comer, em que horas estudar, em que condições podem deixar de ir à aula, a que programa de televisão assistir, quando namorar? Essas e outras questões tão fundamentais não podem ser deixadas para as crianças resolverem, se bem que seja o maior desejo, o grande objetivo delas. Em sua casa, quem está assentado no trono decidindo tudo isso, é você ou seu filho?
Alguns pais imaginam que estabelecer limites para os filhos elimina a liberdade. Os limites, no entanto, propiciam para os filhos liberdade adicionada à segurança. Ao orientarmos um filho a não brincar do outro lado da rua, estabelecemos um limite de segurança. Os filhos vão perceber que brincar até onde os pais estabeleceram é aceitável e seguro. Entretanto quando não há determinação expressa para os filhos, eles podem até brincar, mas duas preocupações serão constantes neles: 1) Eu posso estar aqui? 2) É seguro brincar por aqui? Apoiados nessa experiencia podemos dizer que há dois tipos de liberdade - a aparente liberdade, resultado da atitude dos pais em permitir que os filhos façam tudo, e a verdadeira liberdade, resultado do estabelecimento de limites. A verdadeira liberdade só é sentida com o estabelecimento de limites. Portanto, o procedimento dos pais em recusar-se a impor regras, limites e diretrizes aos filhos irá mais prejudicá-los do que ajudá-los. Se os pais não aprenderem a contrariar os filhos, a questionarem "Por que procedes assim?", o pequeno Adonias dirá um dia: "Eu reinarei". A palavra contrariar vem do latim - contrariare - que significa causar descontentamento, fazer ou querer o contrário, desgostar. Deus começa o relacionamento com o recém-criado Adão dizendo não a ele. A palavra que os filhos precisam ouvir quase sempre é não. O ser humano não é tão frágil assim que não possa ser desgostado, contrariado ou barrado.
A psicologia do sim tem estragado muitas crianças e produzido muitos reizinhos, que acham que todas as coisas lhes pertencem, que as pessoas são seus criados e que os ambientes por onde passam devem amoldar-se aos seus caprichos. Os filhos devem conhecer a disciplina no momento que romperem os limites estabelecidos pelos pais ou por qualquer outra pessoa que esteja responsável por eles (Provérbios 22:15).
Que o Senhor com Sua palavra, nos dê graça para conduzirmos nossos filhos de maneira adequada. Sabemos que todo o trabalho na infância não é garantia de sucesso , mas sua omissão, praticamente assegura o fracasso.

(extraído do artigo "Aos Pais" - JAV nº 186, de Maio/2008)